segunda-feira, 19 de abril de 2010

A “Experiência Macrobiótica” Da Dinamarca

Vítima de um ferrenho bloqueio durante a Primeira Guerra Mundial, a Dinamarca se viu seriamente ameaçada pela escassez de alimentos e pela desnutrição. Mikkel Hinhede, superintendente do Instituto de Pesquisa Alimentar, foi então nomeado conselheiro do governo dinamarquês. Hinhede não só resolveu o problema como reverteu completamente a situação.

Nos anos anteriores à guerra, a Dinamarca importara grãos a preço de banana. Os fazendeiros dinamarqueses criavam porcos, vacas e galinhas e enviavam ovos e manteiga para a Inglaterra. Os próprios dinamarqueses eram grandes comedores de carne e ovos. Depois do bloqueio, entretanto, o suprimento de grãos foi cortado: e havia mais de 5 milhões de animais domésticos e 3,5 milhões de pessoas para alimentar!

Imediatamente, Hinhade ordenou que quatro quintos dos porcos e um quinto das vacas fossem sacrificados. Desse modo, mais grãos estariam disponíveis para o consumo humano. Além disso, o consumo de carne de porco e outras carnes foi reduzido ou eliminado completamente. Hinhede também impôs limites à produção de bebidas alcoólicas, pois não tinha dúvidas de que os grãos nela utilizados teriam melhor serventia na feitura de um pão tradicional conhecido por “Kleiebrot”. Os dinamarqueses começaram a ingerir mais cereais, vegetais, verduras, feijões e frutas e menos leite e manteiga.

De outubro de 1917 a outubro de 1918, o período mais difícil da guerra, a Dinamarca tornou-se a nação mais saudável da Europa. Sob uma dieta similar à Macrobiótica, a incidência de câncer caiu aproximadamente 60% e a taxa de mortalidade diminuiu mais de 40%. Terminado o conflito, os dinamarqueses retornaram à sua dieta original e então os índices de mortalidade rapidamente voltaram aos do pré-guerra.

Fonte: Mikkel Hinhede, “The Effects of Food Restriction During War on Mortality in Copenhagen”.

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